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ACUPUNTURA

A prática da acupuntura é feita tradicionalmente no contexto da Medicina tradicional Chinesa (MTC) e envolve a inserção de agulhas muito finas em pontos específicos no corpo.


A aplicação de agulhas é frequentemente usada em combinação com moxabustão que envolve o uso de calor proveniente da queima de uma planta (Artemísia sinensis ou Artemísia vulgaris).
A estreita relação entre o uso das agulhas e da moxa, na acupuntura, é evidente na tradução literal da expressão que em chinês designa acupuntura (Zhen Jiú - 针灸), sendo Zhen (针) agulha e Jiú (灸) fogo (ação de cauterizar).
No contexto da MTC, a acupuntura é utilizada em função de um conjunto único de sintomas discutidos em consulta por meio de de questionário e observação, através dos quais o profissional chega a um síndrome ou síndromes que dominam o panorama clínico do paciente. Esses síndromes vão definir a estratégia terapêutica a seguir e o protocolo de pontos e técnicas a utilizar.


Na sua viagem para o Ocidente tem sido alvo de grande interesse e investigação por parte do Ocidente que a tem utiliza essencialmente como auxiliar na gestão e controlo de dor muscular e crónica. No contexto da medicina Ocidental esse efeito é explicado pela ligação entre a inserção das agulhas e a libertação de endorfinas (analgésicos naturais do corpo).


Esta utilização embora tenha o seu lugar, não espelha o potencial terapêutico nem a totalidade de benefícios da acupuntura quando utilizada no contexto da MTC que oferece uma lógica e visão próprias no diagnóstico e tratamento de problemas de saúde.


A acupuntura é geralmente segura quando administrada por um profissional experiente e adequadamente treinado, usando agulhas esterilizadas, descartáveis de uso único.
Os efeitos colaterais comuns incluem comichão, vermelhidão e pequenos sangramentos estancados imediatamente com algodão onde as agulhas foram inseridas, sendo uma percentagem muito reduzida no numero total de punturas. 


Embora a acupuntura tenha sido introduzida na Europa no início do século XVII, o ceticismo sobre sua a eficácia continua a existir em países onde a medicina ocidental é a base dos cuidados de saúde. Por essa razão ela tem sido alvo de estudos científicos que avaliam a sua eficácia em ensaios clínicos controlados.
Alguns desses estudos forneceram resultados incontornáveis, gerando evidência científica de que a acupuntura é muito mais do que efeito-placebo na maioria das condições. Por exemplo, a percentagem de dor crônica aliviada com acupuntura anda na faixa de 55% a 85% em comparação com o uso de fármacos potentes como a morfina cuja percentagem anda na casa dos 70%. O efeito-placebo ronda os 30% a 35%.


Em 1979, a Organização Mundial de Saúde (OMS) editou uma lista com 41 doenças que apresentaram excelentes resultados com o tratamento de acupuntura. Após vinte e cinco anos de pesquisas em  instituições de renome do mundo, a OMS publicou o documento: "Acupuncture: Review and analysis of reports on controlled clinical trials" no qual expõe os resultados destas pesquisas.


Neste documento foi analisada a eficácia da acupuntura, assim como das técnicas de moxabustão, ventosas, eletro-acupuntura, massagem shiatsu / tuina e acupressão (pressão digital nos pontos) em comparação com tratamentos convencionais para 147 doenças, sintomas e condições de saúde.